domingo, 25 de abril de 2010

Cinema, paixão e carros

Recentemente vi o documentário "Love the Beast", traduzido para português como "Paixão pela velocidade" ou algo ridículo assim. Produzido, dirigido e estrelado por Eric Bana (cujo único filme que me lembro é o péssimo "Hulk") o filme conta a história de amor do ator pelo automobilismo e seu carro, um Ford GT Falcon Coupe. Ou como ele gosta de chamar, "My Beast". O único problema dessa película é que para apreciá-la você precisa ser (como eu) um entusiasta por automóveis. Por que o filme não passa de uma grande declaração de amor do ator ao seu primeiro e favorito carro.
Após o fim dos créditos eu fiquei pensando nas questões levantadas pelo filme: o que nos faz criar laços tão fortes com um objeto inanimado? Por que os carros exercem esse fascínio sobre nós? E em que ponto eles deixam de ser meios de transporte para se tornarem (em alguns casos) um estilo de vida?
Um dos meus grandes sonhos é possuir um carro esporte, bem possante e estável. Que eu possa sair e dirigir pelo prazer do ato de dirigir e não pela necessidade de ter que ir a algum lugar. Sentir a aceleração fulminante, o rugido do motor e por fim voltar para casa com uma multa por excesso de velocidade. Essa vontade é algo que existe em mim desde minha infância, mas de onde vem isso? E se um dia esse desejo se realizar será que eu vou me ligar ao meu carro como Bana se ligou à sua "Beast"? Ou ficarei enjoado dele e o trocarei por algo mais novo e mais veloz?
Enquanto esse dia não chegar posso apenas especular e assistir "Love the Beast". Em loop.

Um comentário:

  1. detesto carros. to nem ai. se bem que grado do new beetle e do ford T. e o smart tb, mas apenas por razoes praticas (vagas! vagas!). mas tenho dessa de amar objetos inanimados tb. mas a serafina nao e um objeto inanimado, aquela boneca e minha melhor amiga!

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